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O PAI E OS LAÇOS QUE FORMAMOS: Como a relação com o pai marca os vinculos amorosos.

  • carlasamoreira
  • 31 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

A relação com o pai é uma das experiências mais fundantes da vida psíquica. Desde os primeiros anos, a presença — ou ausência — da função paterna estrutura a forma como o sujeito se inscreve no mundo, estabelece limites, se posiciona frente ao desejo e, especialmente, como se vincula ao outro nos relacionamentos futuros.

Para a Psicanálise, o pai não é apenas uma figura biológica, mas uma função simbólica. Freud, em sua teoria do Complexo de Édipo, mostrou como a presença do pai representa a interdição do desejo total com a mãe e inaugura a entrada do sujeito na cultura, na linguagem e na lei. A maneira como essa função paterna se apresenta — autoritária, ausente, violenta, amorosa, ambígua ou inexistente — deixa marcas profundas na forma como o sujeito viverá o amor, o desejo e os limites nas relações afetivas.

Lacan desenvolve essa noção ao falar do Nome-do-Pai, um significante que estrutura o inconsciente. Quando essa função simbólica falha, o sujeito pode ter dificuldade de se separar dos laços fundantes da infância e buscar, nos relacionamentos amorosos, uma repetição inconsciente: ou tentando encontrar o pai, ou fugir dele — em ambas as situações, é a ausência de elaboração que comanda as escolhas.

Quantas pessoas se sentem presas a vínculos de dependência? Quantas buscam aprovação constante do outro, medo da rejeição ou dificuldade em confiar? Muitas vezes, esses sintomas têm raízes profundas na vivência com o pai: seja na idealização, na ausência emocional, no abandono ou na violência. Sem perceber, seguimos encenando no amor o drama das primeiras ligações.

A Psicanálise oferece um espaço potente de escuta, onde essas repetições podem ser compreendidas, onde o lugar do pai pode ser elaborado e resignificado. O sujeito não está condenado a repetir o passado. A análise permite tomar consciência da própria história, dar palavras ao que foi silenciado e criar novas possibilidades de amar.

Se você sente que há padrões que se repetem em seus relacionamentos, se percebe dores antigas que interferem no presente, talvez seja hora de iniciar um processo de escuta profunda. A Psicanálise online permite isso: um espaço de cuidado, reflexão e transformação.

Você não precisa viver no ciclo da repetição. O amor pode deixar de ser dor e tornar-se encontro.

Faça terapia psicanalítica. Reconheça-se.

(Carla S. A. Moreira - Psicanalista- @terapia.psicanalise.online)


 
 
 

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© 2024 por Carla Moreira, Psicanalista

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